aforismos e afins

16 junho 2005

Escutando Vergílio Ferreira (2)

«Poupa as tuas palavras, guarda as melhores para o fim como o bocado num prato. Qual a última de que te vais servir? Não a imaginas. Mas a última que disseres ou pensares deve resumir-te a vida toda. Vê se a escolhes bem para remate do que construíres. Quando olhas para uma catedral o que fitas mais intensamente é o cimo das torres.»

4 Comments:

  • (Parabéns pelo teu blog. As fotografias, os textos, as sugestões de leitura...)

    Boa analogia...guardar o melhor para o fim... Assim sendo, melhor será cuidar de cada palavra como se da última se tratasse..(Poderiam ser estas!) Pena que não se tenha consciência disso, que cada gesto, cada palavra, cada silêncio, pode assumir uma importância fulcral, podem ser os últimos (isto vai um pouco de encontro ao teu «post» «carpe diem», sobre ignorar a morte...)

    By Blogger Gabi, at 11:09 da manhã  

  • Tx for your comments Gabs. Acho que é isso mesmo que dizes, procurar cuidar de cada coisa que fazemos e dizemos, porque nunca se sabe... mas sem obsessão, claro.

    By Blogger T. M., at 11:19 da manhã  

  • Claro, com conta peso e medida...Senão não há sanidade mental que resista :)

    By Blogger Gabi, at 11:38 da manhã  

  • Interpreto isto de deixar o melhor para o fim, também um saber ouvir, sentir, ver, alguma coisa no seu todo.
    Dar-lhe tempo de se revelar.
    Vencer um pouco alguma impetuosidade que tenhamos, para depois defeni-la de olhos fechados.
    Porque isto a resume, contendo por inteiro o seu melhor, sacralizando-o.

    By Blogger marta, at 9:52 da manhã  

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